Nome Científico: Hyla meridionalis Boettger, 1874

Nome Comum: Rela-meridional, Rela-magrebina, Luca

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Amphibia
Ordem Anura
Família Hylidae
Género Hyla
Espécie H. meridionalis

Sinonímias: Hyla africana, Hyla arborea var. meridionalis, Hyla perezii, Hyla viridis var. meridionalis, Hyla barytonus

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

Pequena rela cujo comprimento varia entre os 50 e os 65 mm, sendo as fêmeas de maior dimensão. Na cabeça, mais larga que comprida, destacam-se os olhos laterais de íris dourada e de pupila horizontal elíptica, assim como o focinho arredondado. O tímpano é bem perceptível, sendo cerca de metade do diâmetro do olho. Apresenta uma banda escura, acastanhada, que parte das narinas, atravessa os olhos e termina nas axilas dos membros anteriores, característica que ajuda a distingui-la da rela-ibérica (Hyla molleri), cuja banda termina nas virilhas dos membros posteriores. A pele é lisa, brilhante e verde-alface. No entanto, existem casos de espécimenes acinzentados e até pardos. O ventre é mais claro, indo do esbranquiçado ao amarelado; a pele da zona ventral é ligeiramente granulosa. Nas patas, destacam-se os discos aderentes na pontas dos dedos, típicos das relas. O macho possui um saco vocal amarelo-acastanhado na garganta, que lhe possibilita a vocalização.

Espécie com uma grande plasticidade ecológica. Vive em árvores, arbustos, pomares e vinhas, geralmente perto de habitats de água doce. A reprodução é feita em lagoas, nascentes, valas de irrigação, prados alagados, poços de gado e até mesmo em piscinas.

Distribui-se pelo centro e sul do território continental português, com tendência a expandir-se para norte.

Onde se pode encontrar:

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Reserva Natural do Estuário do Sado
Parque Natural do Vale do Guadiana
Parque Natural da Serra de São Mamede




> Alteração/destruição do habitat e dos biótopos de reprodução
> Destruição/perturbação de indivíduos
> Intensificação agrícola
> Poluição (uso intensivo de pesticidas e fertilizantes)
> Introdução de espécies exóticas

> Recuperação e protecção do habitat e dos biótopos de reprodução
> Controlo da poluição
> Controlo/erradicação das espécies exóticas

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Previsão da distribuição da espécie no futuro
Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

MITRA nature | ICAAM - Universidade de Évora
Biodiversidade da Herdade da Mitra

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial da Hyla meridionalis na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO