Nome Científico: Pelodytes punctatus (Daudin, 1802)

Nome Comum: Sapinho-de-verrugas-verdes

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Amphibia
Ordem Anura
Família Pelodytidae
Género Pelodytes
Espécie P. punctatus

Sinonímias: Alytes punctatus, Cystignathus punctatus, Ostetricans punctatus, Rana punctata

Estatuto de Conservação: NE - Não Avaliado

Pequeno sapo com aspecto de rã, que pode atingir os 5 cm de comprimento total. Na cabeça achatada destacam-se os grandes e proeminentes olhos de íris dourada e pupila vertical; o focinho é curto e arredondado. O tímpano é pouco perceptível. A zona dorsal é esverdeada ou pardacenta e coberta de fileiras de pequenas verrugas verdes que se estendem pelos flancos e pelas patas. A zona ventral é bem mais clara, creme ou esbranquiçada. Os membros são longos, sendo os posteriores um pouco mais compridos que os anteriores. Apresenta quatro dedos nos membros anteriores e cinco nos posteriores; os dedos posteriores são notoriamente longos e possuem membranas interdigitais muito estreitas, quase imperceptíveis. Geralmente, as fêmeas são maiores que os machos, sendo que estes têm a cabeça e os membros maiores e mais robustos. Os machos têm sacos vocais internos bem desenvolvidos. Na época de acasalamento os machos desenvolvem calosidades nas patas anteriores, assim como nas coxas e na região ventral.

Ocorre em habitats secos ou ligeiramente húmidos, em áreas abertas e pedregosas. Pode ser encontrado em pequenas albufeiras, dunas, terrenos alagadiços, charcos temporários, pedreiras alagadas e áreas cultivadas. Reproduz-se em charcos temporários, lagos rasos, pequenas lagoas, valas e pequenos córregos com substrato arenoso. Tem hábitos crepusculares ou nocturnos.

Distribui-se pelo oeste de Portugal continental. No entanto, suspeita-se que no sudoeste do país possa existir uma linhagem genética diferente (consultar Mirjam S. van de Vliet et al., disponível no separador Saber mais)

Onde se pode encontrar:

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Reserva Natural do Estuário do Sado




> Destruição/fragmentação do habitat (e.g. destruição de locais de reprodução, drenagem de pântanos, desertificação, intensificação agrícola)
> Destruição/perturbação de indivíduos
> Introdução de espécies exóticas
> Poluição (e.g. agrícola, pecuária, industrial)
> Escassez de informação biológica e ecológica

> Preservação/protecção do habitat (e.g. protecção/preservação de lagoas e charcos temporários)
> Controlo/erradicação de espécies exóticas
> Controlo da poluição
> Desenvolvimento de campanhas de educação ambiental
> Promoção e desenvolvimento de estudos acerca da biologia e ecologia da espécie

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Previsão da distribuição da espécie no futuro
Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

Projeto LIFE+ "Conservação de Charcos Temporários na Costa Sudoeste de Portugal" | LIFE Charcos

Genetic evidence for a distinct Pelodytes lineage in southwest Portugal: implications for the use of pre-developed microsatellite markers
Mirjam S. van de Vliet, Trevor J.C. Beebee & Onno E. Diekmann

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial do Pelodytes punctatus na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO