Nome Científico: Bufo spinosus Daudin, 1803

Nome Comum: Sapo-comum, Bufo, Amigo-de-hortelão,Sapo-alcandarês

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Amphibia
Ordem Anura
Família Bufonidae
Género Bufo
Espécie B. spinosus

Sinonímias: Bufo bufo, B. bufo spinosus, B. vulgaris var. spinosus

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

Trata-se de um sapo robusto, que pode ultrapassar os 20 cm de comprimento. A cabeça é larga e o focinho curto e arredondado. Destacam-se os grandes olhos salientes, de pupilas horizontais e íris que varia entre tonalidades alaranjadas e avermelhadas; os olhos situam-se em posição lateral. Tanto os tímpanos (arredondados) como as glândulas parótidas, são bem visíveis e salientes. A pele é bastante característica: muito verrugosa e espessa de aspecto; verrugas salientes com aspecto espinhoso (espículas queratinosas). A coloração dorsal é bastante variável, existindo espécimenes verde-escuros, amarelos-acastanhados, castanhos, avermelhados (juvenis) ou quase negros; a região ventral, de aspecto granuloso, é mais clara, variando entre o esbranquiçado e o amarelado. Os membros são curtos e atarracados, possuindo quatro dedos nos membros anteriores e cinco nos posteriores; o terceiro dedo é mais comprido que os restantes. É usual as fêmeas atingirem maiores dimensões, em comparação com os machos.

Ocorre em diversos tipos de habitat, podendo ser encontrado em zonas húmidas ou secas, abertas ou com vegetação densa, desde o nível do mar até aos 1870 m de altitude (Serra da Estrela). É comum encontrá-lo em terrenos agrícolas, montados, zonas montanhosas, bosques ou mesmo áreas urbanas. Os habitats de reprodução são os rios pequenos e médios, albufeiras e charcos permanentes.

Espécie muito comum em Portugal e que se distribui de forma contínua do norte ao sul do país, tanto no litoral como no interior.

Onde se pode encontrar:

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Reserva Natural do Estuário do Sado
Parque Natural do Vale do Guadiana
Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Natural da Serra de São Mamede
Parque Natural de Montesinho




> Alteração/destruição do habitat ou dos locais de reprodução
> Atropelamentos
> Destruição/perturbação de indivíduos
> Introdução de espécies exóticas
> Poluição (agrícola, industrial ou pecuária)

> Preservação/protecção do habitat e dos locais de reprodução
> Criação de habitats aquáticos
> Controlo/erradicação de espécies exóticas
> Controlo da poluição
> Criação de corredores migratórios

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Previsão da distribuição da espécie no futuro
Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

MITRA nature | ICAAM - Universidade de Évora
Biodiversidade da Herdade da Mitra

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial do Bufo spinosus na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO