Nome Científico: Alytes obstetricans (Laurenti, 1768)

Nome Comum: Sapo-parteiro-comum

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Amphibia
Ordem Anura
Família Alytidae
Género Alytes
Espécie A. obstetricans

Sinonímias: Alytes boscai, Bombinator obstetricans, Bufo obstetricans, Obstetricans vulgaris, Rana obstetricans

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

Sapo robusto e de pequeno porte, que não ultrapassa os 5,5 cm de comprimento. As fêmeas são um pouco maiores que os machos. A cabeça é relativamente larga e os olhos apresentam íris dourada e pupilas verticais fendiformes. Os tímpanos são visíveis e as glândulas parótidas pequenas. Apresenta uma coloração acinzentada na área da garganta e do peito. Na zona dorsal a pele é parda e ligeiramente verrugosa, pontilhada de negro, castanho ou verde-azeitona; a zona ventral é esbranquiçada. Os membros são curtos e robustos. Na época da reprodução, são os machos que transportam os ovos, sobre o dorso, comportamento que está na origem do seu nome comum.

Ocorre em habitats terrestres, tais como bosques ou florestas, em muros, aterros e encostas com pequenas pedras e vegetação esparsa. Na época da reprodução recorre a rios com pouca ou nenhuma corrente ou a lagoas permanentes. Também pode ser encontrado em habitats modificados como campos agrícolas ou até mesmo áreas urbanas.

De distribuição fragmentada em Portugal continental, ocorre de uma forma praticamente contínua em toda a região norte e centro do país, até ao rio Tejo. A sul do Tejo está presente apenas na Serra de São Mamede. Encontra-se desde o nível do mar até aos 1960 m de altitude (Serra da Estrela).

Onde se pode encontrar:

Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Natural da Serra de São Mamede
Parque Natural de Montesinho




> Alteração/destruição do habitat e dos locais de reprodução
> Atropelamento
> Destruição/perturbação de indivíduos
> Florestação e desflorestação
> Introdução de espécies exóticas
> Isolamento geográfico e fragmentação de populações
> Patologias infecciosas
> Poluição (agrícola, industrial e urbana)

> Preservação/reabilitação do habitat e dos locais de reprodução
> Ordenamento florestal
> Manutenção da agricultura tradicional
> Monitorização das populações vulneráveis
> Controlo/erradicação das espécies exóticas
> Pesquisas adicionais sobre os impacte das patologias infecciosas
> Programas de criação em cativeiro
> Reintroduções
> Controlo da poluição

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Previsão da distribuição da espécie no futuro
Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial do Alytes obstetricans na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO