Nome Científico: Lissotriton helveticus (Razoumowsky, 1789)

Nome Comum: Tritão-de-patas-espalmadas, Tritão-palmado

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Amphibia
Ordem Caudata
Família Salamandridae
Género Lissotriton
Espécie L. helveticus

Sinonímias: Triturus helveticus

Estatuto de Conservação: VU - Vunerável

Pequeno tritão que não ultrapassa os 9,5 cm de comprimento total, sendo que as fêmeas são maiores que os machos. A pele é lisa, com uma cor que varia entre o verde-oliváceo e o acastanhado na zona dorsal; e entre amarelado e o laranja pálido pintalgado de negro, na zona ventral, característica que auxilia a distingui-lo do tritão-de-ventre-laranja, espécie com a qual se assemelha e cujo ventre é mais escuro. Exibe uma banda escura que parte das narinas, atravessando os olhos e as partes laterais da cabeça, assemelhando-se a uma máscara. A garganta é rosada. Os pés palmados são característicos da espécie, estando na origem do seu nome comum, uma vez que durante a época reprodutora os machos desenvolvem membranas interdigitais escuras nas patas posteriores. Nessa altura também desenvolvem uma pequena crista ao longo do dorso e que se prolonga até à cauda, onde se torna maior e mais evidente, formando uma espécie de barbatana; também a cloaca se torna mais inchada em comparação com a das fêmeas.

Ocorre em zonas de floresta, lameiros, prados ou áreas agrícolas, nas proximidades de uma grande diversidade de biótopos aquáticos, tais como lagos, lagoas, albufeiras, charcos temporários ou permanentes, tanques e nascentes. Refugia-se na vegetação aquática.

Trata-se do anfíbio com menor área de distribuição em Portugal continental. Ocorre no quadrante noroeste do território nacional, de um modo bastante fragmentado.

Onde se pode encontrar:

Parque Nacional da Peneda-Gerês



> Destruição/degradação/alteração do habitat (e.g. abandono da agricultura tradicional, agricultura intensiva, florestação com espécies exóticas, poluição pecuária, agrícola e industrial, desertificação, drenagem dos charcos)
> Destruição ou perturbação de indivíduos
> Introdução de espécies exóticas
> Construção de estradas
> Dispersão limitada
> Elevada mortalidade juvenil

> Recuperação/protecção do habitat (e.g. charcos e os tanques utilizados para a sua reprodução)
> Conservação das áreas florestais autóctones
> Prevenção dos incêndios florestais
> Controlo da poluição
> Erradicação/controlo das espécies exóticas

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Livro Vermelho dos Vertrebados de Portugal (2005)
Disponível no portal do ICNF

Previsão da distribuição da espécie no futuro
Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

Projecto "Charcos com Vida"
B.I. do Lissotriton helveticus

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial do Lissotriton helveticus na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO