Nome Científico: Osyris lanceolata Hochst. & Steud.
Nome Comum: Sândalo-africano
Classificação Científica:| Reino | Plantae |
| Divisão | Magnoliophyta (Angiospermae) |
| Classe | Magnoliopsida |
| Ordem | Santalales |
| Família | Santalaceae | Género | Osyris |
| Espécie | O. lanceolata |
Sinonímias: Osyris quadripartita
Estatuto de Conservação: NE - Não Avaliado
- Descrição
- Morfologia
- Habitat
- Distribuição
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- Ameaças
- Conservação
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- Impacte das Alterações Climáticas sobre a espécie
Arbusto dióico, hemiparasita (captura a água e nutrientes de outras plantas, pelas raízes) perenifólio, de até 4 m de altura, rizomatoso com caules múltiplos e lenhosos; numerosos ramos erectos, delgados mais ou menos flexíveis, estriados longitudinalmente, glabros. Folhas: alternas, persistentes, lanceoladas, até 18 mm de comprimento e 14 mm de largura, inteiras, com nervuras laterais bem distintas. Inflorescências: flores unissexuais minúsculas, perianto amarelo por dentro e verde por fora, 3-4 fendido, abrindo em estrela (de três ou quatro pontas); flores femininas em forma de cúpula, solitárias, bracteadas, dispostas nos extremo dos ramos laterais; flores masculinas dispostas em ramalhetes axilares de até 15 flores, providos de pequenas brácteas ao longo de ramos folhosos, com a parte inferior em forma de cálice e um disco nectarífero plano; androceu composto por 3 a 4 estames com filetes curtos; gineceu com ovário ínfero, estilete curto e estigma tripartido, rodeado na base por um disco nectarífero que cobre a parte superior do ovário; é acompanhado por três estames estéreis. Fruto: drupa globosa (até 10 mm de diâmetro) de cor vermelha ou laranja, quando madura; semente única e lisa que ocupa grande parte do fruto. Floresce durante todo o ano.
Mais termófila que a Osyris alba, ocorre em áreas de forte aridez, em matos e matagais esclerófilos mediterrânicos do litoral e, frequentemente, em locais arenosos ou rochosos próximos do mar.
Distribui-se pelo sul da Península Ibérica, Macaronésia (Canárias e Madeira), assim como pelo noroeste e sul de África. Em Portugal continental ocorre ao longo da metade sul da costa litoral (da Estremadura ao Algarve), e pontualmente, de uma forma isolada, no interior do Baixo Alentejo (zonas de Barrancos e do Vale do Guadiana).
Onde se pode encontrar:
Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Parque Natural do Vale do Guadiana
Reserva Natural do Estuário do Sado
Sem ameaças a destacar.
Sem medidas a destacar.
Ligações Externas
Autor: Jorge Araújo
