Nome Científico: Macroprotodon brevis (Günther, 1862)

Nome Comum: Cobra-de-capuz, Cobra-de-colar-negro

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Squamata
Família Colubridae
Género Macroprotodon
Espécie M. brevis

Sinonímias: Coronella brevis, Macroprotodon brevis ibericus, M. cucullatus brevis, M. cucullatus ibericus, M. maroccanus

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

Trata-se de uma cobra de pequeno/médio porte, de aparência delgada, que geralmente não ultrapassa o meio metro de comprimento total. A cabeça é pequena, achatada e bem diferenciada, terminando num focinho curto. Os olhos são pequenos e com íris laranjo-avermelhada. A característica mais identificativa é a presença de uma mancha escura em forma de capuz que se inicia nos olhos, se estende pela nuca e termina no pescoço, formando uma espécie de colar incompleto, mais largo na zona dorsal. O corpo é cilíndrico. O dorso tem uma coloração parda, acinzentada ou verde-olivácea, e um padrão axadrezado de manchas mais escuras, irregulares e arredondadas, dispostas em cinco fiadas longitudinais; o ventre varia entre tonalidades esbranquiçadas, amareladas e rosadas, podendo apresentar um padrão axadrezado de manchas mais escuras.

Ocorre numa grande variedade de habitats mediterrânicos, podendo ser encontrada em charnecas, matagais, áreas abertas em bosques de sobro ou azinho, pinhais ou montados. Tem preferência por zonas pedregosas ou com afloramentos rochosos, onde frequentemente se abriga em fendas e túneis nas rochas.

Espécie mediterrânica que em Portugal continental é pouco comum. Distribui-se principalmente a sul do rio Tejo, podendo ser localmente comum em zonas de montado e matagal. Ocorre também na zona de grande Lisboa, na Serra da Malcata e no nordeste Transmontano, em populações isoladas.

Onde se pode encontrar:

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Parque Natural do Vale do Guadiana
Parque Natural da Serra de São Mamede



Sem ameaças a destacar.

Sem medidas a destacar.

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Previsão da distribuição da espécie no futuro
Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

MITRA nature | ICAAM - Universidade de Évora
Biodiversidade da Herdade da Mitra

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial da Macroprotodon brevis na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO