Nome Científico: Malpolon monspessulanus (Hermann, 1804)

Nome Comum: Cobra-rateira

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Squamata
Família Lamprophiidae
Género Malpolon
Espécie M. monspessulanus

Sinonímias: Coluber monspessulanus, Coelopeltis lacertina, C. monspessulanus, Natrix lacertina, Psammophis lacertina

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

É a maior cobra que ocorre em Portugal, podendo ultrapassar os 2 m de comprimento total. A cabeça é estreia e o focinho afunilado; os olhos são grandes e a íris varia entre tonalidades âmbar e alaranjadas; possui escamas supraoculares proeminentes, o que lhes dá um olhar mais agressivo, característico da espécie. Possui uma concavidade entre os olhos e o orifício nasal. O corpo é delgado e a cauda relativamente longa. Existe dimorfismo sexual no que diz respeito à coloração e ao padrão: nos machos a coloração dorsal é diversificada e o padrão uniforme, variando entre tons esverdeados, acastanhados ou acinzentados; nos indivíduos adultos, a zona anterior do dorso (junto ao pescoço) apresenta uma distinta mancha mais escura. O ventre é de uma tonalidade amarelada, podendo exibir manchas mais escuras. As fêmeas e os juvenis exibem padrões com diversas tonalidades, podendo exibir pintas brancas, cinzentas ou pretas, o que possibilita a camuflagem.

Ocorre numa grande variedade de habitats mediterrânicos, desde que não sejam muito fechados. Pode ser encontrada em orlas de bosques, montados, pinhais, matagais, charnecas, pastagens ou em orlas de áreas agrícolas, assim como em zonas mais abertas e pedregosas.

Em Portugal continental distribui-se amplamente do norte ao sul do território, sendo apenas escassa ou ausente nas zonas de menor altitude da faixa costeira de influência atlântica entre Leiria e o Porto.

Onde se pode encontrar:

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Reserva Natural do Estuário do Sado
Parque Natural do Vale do Guadiana
Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Natural da Serra de São Mamede
Parque Natural de Montesinho





> Destruição/alteração do habitat
> Destruição/perturbação de indivíduos (e.g. perseguição humana)
> Atropelamentos

> Preservação/protecção do habitat
> Campanhas de sensibilização e educação ambiental

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Previsão da distribuição da espécie no futuro
Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

MITRA nature | ICAAM - Universidade de Évora
Biodiversidade da Herdade da Mitra

Low genetic diversity or selective sweep in mediterranean snakes? - Comparing mitochondrial and nuclear variation in Rhinechis scalaris, Hemorrhois hippocrepis and Malpolon monspessulanus

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial da Malpolon monspessulanus na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO