Nome Científico: Iberolacerta monticola (Boulenger, 1905)

Nome Comum: Lagartixa-da-montanha

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Squamata
Família Lacertidae
Género Iberolacerta
Espécie I. monticola

Sinonímias: Archaeolocerta monticola, Lacerta monticola, Lacerta muralis var. monticola

Estatuto de Conservação: VU - Vunerável

Trata-se de uma lagartixa de pequeno-médio porte e de corpo relativamente robusto. A coloração dorsal é habitualmente esverdeada ou parda-acastanhada; os machos têm tons mais garridos do que as fêmeas. Exibe um padrão de manchas negras dispostas em faixas longitudinais ao longo do dorso e dos flancos. A zona ventral é mais clara, habitualmente esbranquiçada ou esverdeada. O comprimento da cauda ultrapassa visivelmente o do corpo.

Ocorre preferencialmente em zonas montanhosas de substrato rochoso, podendo ser encontrada em povoamentos florestais de zimbro, matos de urze e giesta, ou mesmo em prados de altitude.

Espécie endémica da Península Ibérica que em Portugal se encontra limitada ao Planalto Central da Serra da Estrela. A sua abundância aumenta com a altitude, ocorrendo desde os 1400 m até aos 1993 m (cume do planalto).




> Destruição/alteração/degradação do habitat
> Isolamento geográfico
> Pressão turística
> Incêndios
> Elevada concentração espacial da população

> Preservação/protecção do habitat (e.g. protecção dos habitats de montanha)
> Monitorização das populações
> Prevenção de incêndios

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Livro Vermelho dos Vertrebados de Portugal (2005)
Disponível no portal do ICNF

Plano Sectorial da Rede Natura 2000 - Fichas de caracterização e gestão das espécies de Anfíbios e Répteis
Disponível no portal do ICNF

Previsão da distribuição da espécie no futuro
Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial da Iberolacerta monticola na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO