Nome Científico: Acanthodactylus erythrurus (Schinz, 1834)

Nome Comum: Lagartixa-de-dedos-denteados

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Squamata
Família Lacertidae
Género Acanthodactylus
Espécie A. erythrurus

Sinonímias: Acanthodactylus lineomaculatus, Acanthodactylus vulgaris, A. vulgaris bocagei, Lacerta erythrura

Estatuto de Conservação: NT - Quase Ameaçado

Lagartixa robusta que pode atingir os 8 cm de comprimento (desde o focinho à fenda da cloaca), sendo que a cauda pode ultrapassar o dobro do tamanho corporal. A cabeça é robusta e afunila no focinho; a escama occipital encontra-se ausente. O dorso apresenta um padrão riscado, composto por bandas longitudinais que alternam entre os tons pardos (listras mais grossas) e tonalidades mais claras (listras mais finas), especialmente contrastantes nos juvenis; as bandas mais escuras são compostas por manchas arredondadas e amareladas. Nos exemplares adultos o dorso assume padrões marmoreados, particularmente nos machos. A zona ventral é esbranquiçada. As fêmeas na altura do cio, assim como os juvenis, exibem tonalidades avermelhadas na cauda. Uma das principais características da espécie encontra-se na presença de cinco dedos compridos (especialmente nas patas traseiras) com unhas em forma de dente.

Ocorre em áreas abertas, quentes e secas, com vegetação dispersa, preferencialmente em solos arenosos, podendo também ser encontrada em zonas rochosas, áreas costeiras mediterrânicas e campos agrícolas tradicionais.

Em Portugal continental distribui-se em núcleos populacionais isolados, ocorrendo desde o nível do mar até aos 1150 m de altitude. Está presente na Beira Interior, na bacia do Tejo e em Trás-os-Montes. Também foi observada no litoral oeste, a norte (zona de Chaves), na Nazaré e no Algarve. A bacia do Alto Douro e os rios Côa, Águeda, Tua e Sabor são o maior núcleo no norte do país. Existem várias observações no litoral, desde a Serra da Arrábida até ao norte de Sines e no centro, no Ribatejo.

Onde se pode encontrar:

Reserva Natural do Estuário do Sado
Parque Natural da Serra de São Mamede




> Destruição/alteração dos habitats (e.g. urbanização, aumento de áreas agrícolas de regadio, cultura intensiva agro-industrial)
> Reflorestação espontânea (limita a espécie a áreas de ecótono, restritas e vulneráveis)

> Protecção/preservação do habitat
> Detecção dos principais núcleos populacionais e a monitorização da sua evolução demográfica, a médio prazo

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Livro Vermelho dos Vertrebados de Portugal (2005)
Disponível no portal do ICNF

Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

MITRA nature | ICAAM - Universidade de Évora
Biodiversidade da Herdade da Mitra

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial da Acanthodactylus erythrurus na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO