Nome Científico: Timon lepidus (Daudin, 1802)

Nome Comum: Sardão, Lagarto-ocelado

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Squamata
Família Lacertidae
Género Timon
Espécie T. lepidus

Sinonímias: Lacerta lepida, L. lepida iberica, L. lepidus, L. margaritata, L. ocellata, Timon lepidus oteroi, T. lepidus oteroorum

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

Trata-se do maior lagarto da Península Ibérica, podendo chegar aos 80 cm de comprimento total (corpo + cauda). É bastante robusto e apresenta uma coloração verde-alface, muito vibrante, assim como um característico padrão marmoreado na zona dorsal (ocelos negros) e nos flancos (ocelos azuis orlados de negro). Destaca-se, igualmente, a sua cabeça, robusta e de grandes dimensões, mais larga no macho. Possui mandíbulas fortes. A zona ventral é esbranquiçada, esverdeada ou amarelada, com escamas dispostas em filas longitudinais. A cauda é comprida, podendo ultrapassar o dobro do tamanho corporal. Apresenta cinco dedos em cada pata.

Ocorre numa grande variedade de habitats mediterrânicos, normalmente em áreas abertas com boa exposição solar e com bons refúgios, tais como arbustos, muros de pedra, tocas de coelho e outros buracos onde possa abrigar-se. Pode ser observado em dunas com florestas de pinheiros (Pinus spp.), florestas de sobreiro (Quercus suber), florestas de azinheira (Quercus rotundifolia), matos, montados e habitats rochosos ou arenosos. Tem preferência por clareiras em pinhais. Ocorre igualmente em campos agrícolas, terrenos baldios e até nas imediações de áreas urbanizadas.

Em Portugal continental distribui-se por todo o território, podendo ser abundante em áreas mais isoladas, tais como as zonas montanhosas e rochosas do norte do país, e mais raro nas planícies do interior sul.

Onde se pode encontrar:

Parque Natural do Vale do Guadiana
Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Natural da Serra de São Mamede
Parque Natural de Montesinho




> Alteração/destruição do habitat e dos locais de reprodução
> Atropelamentos
> Destruição/perturbação de indivíduos (e.g. perseguição humana, captura para fins alimentares)
> Florestação e desflorestação
> Práticas agrícolas e pecuárias (e.g. pastoreio)
> Envenenamento (e.g. pesticidas)
> Predadores

> Protecção/conservação do habitat e dos locais de reprodução
> Campanhas de sensibilização e educação ambiental junto das populações
> Realização de mais estudos acerca do estado actual das populações no país

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

MITRA nature | ICAAM - Universidade de Évora
Biodiversidade da Herdade da Mitra

Assessing the speciation continuum in Timon lepidus

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial do Timon lepidus na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO