Nome Científico: Vipera seoanei Lataste, 1879

Nome Comum: Víbora-de-Seoane

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Squamata
Família Viperidae
Género Vipera
Espécie V. seoanei

Sinonímias: V. seoanei seoanei

Estatuto de Conservação: EN - Em Perigo

Pequena serpente de corpo robusto que não ultrapassa os 50 cm de comprimento total. A cabeça é bem diferenciada, larga e triangular, formato típico nas víboras. Os olhos são grandes e de íris amarelo-dourada ou avermelhada. A pupila é vertical, sendo uma característica típica das víboras. Na zona posterior da cabeça exibe uma marca em forma de V invertido, formada por duas manchas mais escuras. A zona dorsal é geralmente acinzentada ou parda, e apresenta um padrão característico: uma banda escura de largura variável e em forma de zigue-zague, contínua ao longo do corpo. Os flancos podem apresentar manchas irregulares dispersas. A zona ventral é negra ou acinzentada, podendo apresentar manchas esbranquiçadas. A cauda é curta e estreita, destacando-se a extremidade amarelada. Os espécimenes mecânicos são usuais, sendo homogeneamente negros.

Nota: trata-se de uma das duas espécies de víboras venenosas que ocorrem em Portugal. Só ataca quando ameaçada ou encurralada, preferindo a fuga sempre que possível.

Vive em regiões de clima atlântico, ocorrendo preferencialmente em lameiros, prados, pastagens e matos, frequentemente rodeados por muros de pedra e na proximidade de cursos de água. Também pode surgir em zonas de floresta.

Em Portugal continental ocorre a norte do rio Douro, no Minho e em Trás-os-Montes. A distribuição é descontínua, sendo que as populações se encontram isoladas e limitadas a regiões de montanha (81% ocorre acima dos 900 m de altitude).

Onde se pode encontrar:

Parque Nacional da Peneda-Gerês




> Perda/degradação/destruição do habitat (e.g. implantação de infraestruturas urbanas)
> Destruição/perturbação de indivíduos (e.g. perseguição humana)
> Abandono da agricultura tradicional
> Atropelamentos
> Incêndios

> Preservação/protecção dos habitats (e.g. conservação dos habitats de montanha e das áreas florestais autóctones; manutenção da agricultura tradicional; conservação das sebes e muros de pedra para delimitação dos lameiros e terrenos agrícolas)
> Ordenamento florestal
> Prevenção de incêndios
> Campanhas de sensibilização e educação ambiental
> Promoção de mais estudos acerca da biologia e ecologia da espécie

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Livro Vermelho dos Vertrebados de Portugal (2005)
Disponível no portal do ICNF

Previsão da distribuição da espécie no futuro
Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial da Vipera seoanei na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO