Nome Científico: Hirundo rustica Linnaeus, 1758

Nome Comum: Andorinha-das-chaminés

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Hirundinidae
Género Hirundo
Espécie H. rustica

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

Trata-se de um passeriforme com cerca de 17 a 20 cm de comprimento, sendo a maior espécie de andorinha ocorrente em Portugal. Os adultos caracterizam-se por apresentar a cabeça escura, com tonalidades azuis metálicas na coroa, enquanto que a testa, face e garganta variam entre o vermelho-escuro e o bordô. O bico é fino, curto e escuro. A parte superior da plumagem (dorso e asas) é de um azul muito escuro, quase negro, exibindo reflexos azulados metálicos; a parte inferior (peito e ventre) é esbranquiçada, variando entre o branco-sujo e o branco-amarelado. Uma das suas principais características é a sua longa cauda, visivelmente bifurcada, cujas penas laterais (rectrizes externas) podem ultrapassar os 5 cm de comprimento. As patas são muito curtas e acinzentadas. Os juvenis têm a testa, as faces e a garganta mais claras, de tonalidade creme-acastanhada, e a plumagem dorsal mais acinzentada, com menos reflexos azuis. Também a cauda é mais curta, especialmente as rectrizes externas.

Para nidificar procura zonas humanizadas, tais como povoações rurais ou aglomerados urbanos, preferencialmente perto de pontos água (e.g. charcos, ribeiros, etc.), construindo os ninhos em edifícios e outras construções humanas. Os ninhos são muito característicos, essencialmente feitos de argila e em forma de cálice ou taça. Para se alimentar recorre a habitats ricos em insectos, tais como prados, pastagens ou zonas húmidas.

Em Portugal continental ocorre como nidificante, sendo das primeiras migradoras estivais a chegar a território nacional (a partir de Fevereiro e permanecendo até Setembro). Largamente distribuída, é uma andorinha muito comum no país, ocorrendo de norte a sul, desde o litoral ao interior. Pode ocorrer durante o Inverno, especialmente no sul do território, já que existem indivíduos que partem mais tarde, e outros que chegam mais cedo, logo em Janeiro. Ocorre nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, enquanto espécie acidental.

Onde se pode encontrar:

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Reserva Natural do Estuário do Sado
Parque Natural do Vale do Guadiana
Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Natural da Serra de São Mamede
Parque Natural de Montesinho






Sem ameaças a destacar.

Sem medidas a destacar.

Ligações Externas

Previsão da distribuição da espécie no futuro
Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

MITRA nature | ICAAM - Universidade de Évora
Biodiversidade da Herdade da Mitra

Portal "Aves de Portugal"
Onde observar:

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial da Hirundo rustica na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: MVBIO