Nome Científico: Triturus marmoratus (Latreille, 1800)
Nome Comum: Tritão-marmoreado
Classificação Científica:| Reino | Animalia |
| Filo | Chordata |
| Classe | Amphibia |
| Ordem | Caudata |
| Família | Salamandridae | Género | Triturus |
| Espécie | T. marmoratus |
Sinonímias: Triton (Alethotriton) marmoratus, Triton marmoratus marmoratus
Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante
- Descrição
- Anatomia
- Habitat
- Distribuição
- Multimédia
- Ameaças
- Conservação
- Saber mais
- Impacte das Alterações Climáticas sobre a espécie
Trata-se de um tritão que pode atingir os 16 cm de comprimento (maior porte quando comparado com o Triturus pygmaeus). A cabeça é achatada e termina num focinho arredondado; olhos laterais proeminentes; glândulas parótidas bem evidentes. O corpo é de secção redonda, podendo ser ligeiramente aplanado, terminando numa cauda lateralmente achatada. A zona dorsal é áspera e granulosa, de coloração verde/verde-escura, exibindo um padrão marmoreado formado por pequenas manchas escuras alternadas com manchas maiores, verdes; a zona ventral é escura e pintalgada de branco (característica que auxilia a distingui-lo do T. pygmaeus). As fêmeas apresentam uma linha vertebral alaranjada ou avermelhada. Durante a época de acasalamento a linha vertebral dos machos torna-se uma crista (da cabeça à cauda) com um padrão de bandas verticais que alternam entre tons claros e escuros. Na época de reprodução a cloaca é maior e mais proeminente nos machos. Os membros são bem desenvolvidos; possuem quatro dedos nas patas anteriores e cinco nas posteriores. Os machos exibem uma lista longitudinal branca nos flancos da cauda.
Ocorre numa grande diversidade de habitats, tais como cursos de água, lagos, albufeiras, charcos, trufeiras e pântanos, preferencialmente em locais aquáticos bem conservados e com vegetação aquática abundante.
Ocorre no centro e norte de Portugal continental, estando ausente no sul do território, a partir da linha transversal do rio Tejo, onde dá lugar ao Tritão-marmoreado-pigmeu.
Onde se pode encontrar:
Parque Natural de Montesinho
Parque Nacional da Peneda-Gerês
> Alteração/destruição do habitat e dos locais de reprodução
> Destruição/perturbação de indivíduos
> Introdução de espécies exóticas [e.g. predação pelo lagostim-vermelho-do-louisiana (Procambarus clarkii) e pela perca-sol (Lepomis gibbosus)]
> Poluição (e.g. agrícola, pecuária, industrial)
> Protecção/preservação do habitat e dos locais de reprodução
> Erradicação/controlo das espécies exóticas
> Controlo da poluição
Ligações Externas
Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial do Triturus marmoratus na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).
O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.
Autor: MVBIO
