Nome Comum: Sobreiro, sobro, chaparro

Nome Científico: Quercus suber L.

Classificação Científica:
Reino Plantae
Divisão Magnoliophyta (Angiospermae)
Classe Magnoliopsida
Ordem Fagales
Família Fagaceae
Género Quercus
Espécie Q. suber

Sinonímias: Quercus suberosa, Q. occidentalis, Q. cintrana, Q. suber subsp. occidentalis

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

Árvore mais ou menos elevada, com raízes superficiais que produzem ladrões. Tronco: grosso face à altura, com ritidoma suberoso profundo (cortiça), elástico e aberto em fendas Iongitudinais. Folhas: coriáceas, persistentes (até 3 anos), pecioladas ovadas ou oblongas, a sub-lanceoladas, ordinário arredondadas ou subcordiformes na base e aguçadas no cimo; convexas para a página superior, serradas e mucronadas, com a face adaxial verde-escura glabra a glabrescente e a face abaxial esbranquiçada, com tomento estrelado-cotanilhoso; nervura principal sinuosa (principalmente no ápice), com 5 a 7 pares de nervuras secundárias, sem bifurcações (nervação terciária) e inseridas em ângulos inferiores a 45-50º com a nervura principal. Cúpula: cónica a semi-hemisférica com escamas livres compridas e aveludadas, desde ovado-lanceoladas, linear-lanceoladas a sub-espatuladas. Floração: sub-contínua, maioritariamente de Abril a Julho. Frutificação marcadamente bianual, podendo ser anual, quando em estações ecológicas mais húmidas.

O sobreiro foi declarado "árvore nacional" a 22/12/2011 (Resolução da Assembleia da República nº 15/2012).

Considerada uma planta calcífuga, pode ocorrer em calcários lixiviados ou mármores (carbonato de cálcio indisponível). Tipicamente silicícola, tem preferência por solos oligotróficos e áreas oceânicas de ombrótipo seco-superior a hiper-húmido, formando bosques edafoxerófilos e secundários quando em áreas de vegetação potencial marcescente ou caducifólia, nomeadamente na fracção temperada do país. Intolerante à diminuição das temperaturas mínimas de Inverno, está ausente nas cinturas supramediterrânicas e supratemperadas, normalmente em áreas acima dos 1000 m.s.m.

Todo o país (Portugal Continental), excepto áreas secas-inferiores do vale do Rio Guadiana, áreas secas e continentais de Trás-os-Montes e altitudes aproximadamente acima dos 1000 m nas montanhas do centro e norte.

Onde se pode encontrar:

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Reserva Natural do Estuário do Sado
Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Natural da Serra de São Mamede



> Destruição dos sobreirais / alteração do uso do solo / fogos
> Pastoreio intensivo (por gado bovino no caso dos montados)
> Substituição das áreas potenciais por floresta de produção (e.g. pinheiro, eucalipto)

> Promoção da dinâmica sucessional
> Protecção e favorecimento das espécies arbóreas e arbustos pré-florestais nos ecossistemas
> Controle do encabeçamento do gado bovino nos montados
> Promoção da regeneração natural (montados inequiénios)
> Controle das mobilizações do solo nos montados (protecção do sistema radicular)

Ligações Externas

Ver descrição detalhada na Flora iberica (1986-2012)

Flora-On: Flora de Portugal Interactiva (2014) | Sociedade Portuguesa de Botânica.

MITRA nature | ICAAM - Universidade de Évora
Biodiversidade da Herdade da Mitra

Decreto-Lei n.º 169/2001, de 25 de Maio.
Estabelece medidas de protecção ao sobreiro e à azinheira.

Decreto-Lei n.º 155/2004, de 30 de Junho.
Altera o Decreto-Lei n.º 169/2001, de 25 de Maio, que estabelece as Medidas de Protecção ao Sobreiro e à Azinheira.

Resolução da Assembleia da República n.º 15/2012, de 10 de Fevereiro. D.R. n.º 30, Série I
Institui o Sobreiro como Árvore Nacional de Portugal.

Autor: Carlos Vila-Viçosa