Nome Científico: Amanita caesarea (Scop.) Pers.

Nome Comum: Amanita-dos-césares, Amanita-real, Abesós, Sol-da-terra, Laranjinha

Classificação Científica:
Reino Fungi
Filo Basidiomycota
Classe Agaricomycetes
Ordem Agaricales
Família Amanitaceae
Género Amanita
Espécie A. caesarea

Sinonímias: Agaricus aurantiacus, A. aurantius, A. aureus, A. caesareus, Amanita aurantia, A. umbonata, Fungus caesareus, Venenarius caesareus, Volvoamanita caesarea

Estatuto de Conservação: NE - Não Avaliado

Chapéu: liso e brilhante (8 a 20 cm de diâmetro), pode apresentar vestígios de véu na forma de placas brancas e membranosas; varia entre o laranja-avermelhado e o amarelo-alaranjado; enquanto jovem apresenta uma forma globosa e ovóide, evoluindo para convexo a convexo-aplanado, com margem fina, à medida que amadurece, tornando-se encurvado e estriado na margem. Cutícula separável, lisa e brilhante, ostentando, geralmente, restos membranosos da volva. A carne é fibrosa, de cor branca, consistente e macia. Himénio: constituído por lâminas livres e apertadas, inicialmente amarelas pálidas, evoluem para um amarelo intenso. Esporada branca, constituída por esporos hialinos, lisos, elípticos. Pé: cilíndrico e robusto (8 a 15 de comprimento x 2 a 3 cm de diâmetro), ligeiramente alargado na base, liso ou friloso-floculoso, da mesma cor das lâminas. Inicialmente cheio e, depois, oco. Facilmente separável do chapéu. Anel: amarelo (da mesma cor do pé), persistente, simples e descendente, de textura membranosa; estriado na face inferior. Volva: branca (torna-se acinzentada), ampla, persistente e membranosa, em forma de saco, afastada do pé.

Espécie termófila e micorrízica que ocorre em bosques de folhosas, tais como sobreirais e azinhais, mas também em matagais dominados por esteva, pastagens e montados, sob coberto de sobro (Quercus suber) ou azinho (Q. rotundifolia), em locais soalheiros sobre solos ácidos. Frutifica no final do Verão e, principalmente, no Outono.

Distribui-se pelo sul da Europa e pelo norte de África, registando-se, ainda, a sua presença na Índia, na China e no México. Em Portugal continental é frequente em bosques de folhosas, do norte ao sul do país.

Onde se pode encontrar:

Parque Natural da Serra de São Mamede
Parque Natural do Vale do Guadiana
Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Natural de Montesinho


Sem ameaças a destacar.

Sem medidas a destacar.

Ligações Externas

Projecto «Vem conhecer os Cogumelos, uma riqueza do Alentejo»
Departamento de Biologia da Universidade de Évora

MITRA nature | ICAAM - Universidade de Évora
Biodiversidade da Herdade da Mitra

Mycelium patterns of two edible ectomycorrhizal mushrooms in the soil of a chestnut grove.
Daza et al. (2014)

Autor: Jorge Araújo