Nome Científico: Aegithalos caudatus (Linnaeus, 1758)

Nome Comum: Chapim-rabilongo

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Aegithalidae
Género Aegithalos
Espécie A. caudatus

Sinonímias: Acredula caudata

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

Ave muito pequena (13 a 15 cm de comprimento, incluindo a cauda) de cauda comprida (7 a 9 cm). Sem dimorfismo sexual aparente. Na Península Ibérica os chapins-rabilongos são mais escuros do que os espécimenes ocorrentes nos países nórdicos. A cabeça exibe faces e barrete claros, separados por uma listra negra, larga, que vai do bico à nuca. O bico é negro e curto. Os olhos são pretos e possuem um anel orbital amarelado, bastante característico. O peito e o abdómen são claros, sendo que os flancos são castanho-avermelhado-claros. O dorso é preto e as escapulares, cor-de-vinho ou castanho-avermelhadas. A cauda é estreita e preta, com pontas brancas. As patas são negras. Os juvenis têm a fronte e os lados da cabeça escuros e anel orbital rosado, mudando por completo a plumagem antes do primeiro inverno. Espécie monogâmica que nidifica a partir de Março e princípios de Abril. A postura consiste em 6 a 8 ovos brancos com pintas vermelhas. Trata-se de uma espécie gregária: desloca-se quase sempre em bando e é comum construírem os ninhos perto uns dos outros. Apresenta um comportamento frenético, com voo saltitante. À semelhança de outras espécies de chapim, agarra-se de forma acrobática a galhos muito finos e consegue pendurar-se de cabeça para baixo.

Ocorre, sobretudo, em bosques, matas mistas e galerias ripícolas. No Verão alimenta-se de insectos e aracnídeos, mas também de rebentos e pequenos frutos; no Inverno alimenta-se de sementes oleaginosas. Constrói ninhos muito elaborados, em forma de bolsa, cobertos por líquenes, com entrada lateral (geralmente a cerca de 3 m do solo). O ninho é ampliado à medida que as crias vão crescendo.

Distribui-se desde a Europa do norte até à região mediterrânica e à Ásia. Em Portugal continental chega a ser abundante a nível local, sobretudo no interior norte do território.

Onde se pode encontrar:

Reserva Natural do Estuário do Sado
Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Natural da Serra de São Mamede
Parque Natural de Montesinho






Sem ameaças a destacar.

Sem medidas a destacar.

Ligações Externas

Previsão da distribuição da espécie no futuro
Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

Portal "Aves de Portugal"
Onde observar:

Previsão do impacte das alterações climáticas sobre a área de distribuição potencial do Aegithalos caudatus na Península Ibérica, até ao ano de 2080 (clicar na imagem para ver em maior resolução).

O clima futuro foi caracterizado com base em três diferentes cenários de emissões (Araújo et al., 2012):
> o BAMBU tem como base a extrapolação das políticas europeias actuais para o futuro. Prevê a adopção de algumas medidas de mitigação das alterações climáticas.
> o GRAS pressupõe que a Europa incrementa a tendência de liberalização, desregularização e globalização dos mercados. Prevê a adaptação da sociedade às alterações do clima em detrimento da sua mitigação. As políticas de sustentabilidade são consideradas um sinónimo de crescimento económico.
> o SEDG pressupõe a integração de políticas ambientais, sociais, institucionais e económicas num contexto de sustentabilidade. É um cenário normativo que parte do pressuposto que as políticas são definidas com vista à obtenção de objectivos concretos.

Autor: Jorge Araújo