Nome Científico: Quercus pyrenaica Willd.

Nome Comum: Carvalho-negral, carvalho-pardo-das-beiras

Classificação Científica:
Reino Plantae
Divisão Magnoliophyta (Angiospermae)
Classe Magnoliopsida
Ordem Fagales
Família Fagaceae
Género Quercus
Espécie Q. pyrenaica

Sinonímias: Quercus brossa, Q. castellana, Q. cerris var. tomentosa, Q. pubescens, Q. stolonifera, Q. tauza, Q. tauzin, Q. tauzinii, Q. toza

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

Trata-se de uma árvore com até 30 m de altura, por vezes reduzido a arbusto estolonífero quando em condições ambientais adversas (altitudes elevadas, ou junto ao mar) e por rebentamento de toiça. Ramos e folhas densamente feltro-tomentosos. Folhas: membranáceas, caducas a marcescentes (dependendo das estações ecológicas), de margem pinatífida a pinatipartida, mais raramente lobadas; tomento das folhas formado por tricomas fasciculados de raios muito compridos (> 500 µm) em ambas as faces; pedúnculo até 0,5 cm, feltro-tomentoso. Fruto: bolota com cúpula acinzentada-vilosa.

Espécie indiferente edáfica. Ocorre maioritariamente em solos ácidos, suportando solos de elevado grau de trofia, acima de ombrótipo sub-húmido superior. Suporta a seca estival, em territórios mais continentais e interiores, suportando a sua distribuição face aos carvalhais de Quercus robur, onde surge como menor frequência relativa e com quem hibrida frequentemente. Em estações mais secas, tipicamente mediterrânicas ou térmicas, apresenta comportamento marcescente, sendo caducifólio em áreas mais chuvosas ou com maior proximidade à toalha freática. Suporta o frio invernal, vivendo em todas as altitudes de Portugal continental.

Em Portugal continental distribui-se praticamente por todo o território, exceptuando as áreas de ombrótipo seco a sub-húmido inferior, como o Baixo Alentejo interior e o Algarve litoral.

Nota: As populações da Serra de Monfurado (Évora) e a presença esparsa da espécie nos carvalhais marcescentes das serras algarvias e do sudoeste alentejano, revestem-se de especial interesse para a conservação, uma vez que representam os limites sul de distribuição para a espécie em Portugal.

Onde se pode encontrar:

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Parque Natural da Serra de São Mamede
Parque Natural de Montesinho
Parque Nacional da Peneda-Gerês




> Destruição dos bosques
> Bloqueio da dinâmica sucessional
> Alteração do uso do solo para cultivo e floresta de produção
> Fogo

> Promoção da dinâmica sucessional
> Protecção e favorecimento das espécies arbóreas e arbustos pré-florestais nos ecossistemas
> Gestão de matos e etapas pioneiras da sucessão, no sentido de promover e acelerar a dinâmica sucessional para bosques, promovendo simultaneamente a prevenção à proliferação de fogos florestais
> Plantação e recuperação das áreas potenciais, com especial incidência para as populações do sul do país

Ligações Externas

Ver descrição detalhada na Flora iberica (1986-2012)

Flora-On: Flora de Portugal Interactiva (2014) | Sociedade Portuguesa de Botânica.

Os carvalhais marcescentes do Centro e Sul de Portugal - estudo e conservação.
Vila-Viçosa (2012)

Lectótipo do Quercus pyrenaica
Herbarium Berolinense | Botanic Garden and Botanical Museum Berlin

Autor: Carlos Vila-Viçosa