Nome Científico: Grus grus (Linnaeus 1758)

Nome Comum: Grou-comum

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Gruiformes
Família Gruidae
Género Grus
Espécie G. grus

Sinonímias: Ardea grus, Grus turfa

Estatuto de Conservação: VU - Vunerável

Trata-se de uma ave de grande porte, com o tamanho aproximado de uma cegonha-branca. A cabeça é branca nas faces e preta na testa, no topo da qual apresenta uma distinta mancha vermelha. Tanto a metade inferior da cabeça como a parte frontal do pescoço são cinzento-escuro. Em voo, o longo pescoço permanece esticado, enquanto em terra adopta a forma de "s". A plumagem do corpo é cinzenta, de onde se destaca a cauda em forma de um grande tufo de penas.

Para local de alimentação privilegiam as áreas abertas e extensas, recorrendo às searas cultivadas, pousios, pastagens naturais e aos montados pouco densos, sem mato. São bastante fiéis aos locais escolhidos, ano após ano. Para zonas de dormitório escolhem locais pouco perturbados, com disponibilidade de água pouco profunda (e.g. charcos temporários, açudes), associados principalmente a culturas arvenses ou pastagens, com vegetação pouca densa.

Trata-se de uma ave invernante em Portugal (ocorrendo de Novembro a Fevereiro) com uma distribuição muito localizada e de abundância variada, o que a torna comum a nível local mas rara a nível nacional. Ocorre preferencialmente nas planícies da faixa interior do Alentejo, particularmente na zona de Moura, Mourão e Barrancos, assim como nas planícies de Évora, Castro Verde e Campo Maior.




> Alteração/degradação do habitat de alimentação (pressão da agricultura, florestação das terras agrícolas, sobrepastoreio, abandono agrícola)
> Perturbação antrópica (e.g. actividade cinegética, perturbação e degradação dos dormitórios)
> Utilização de químicos agrícolas (afectam a capacidade reprodutora)
> Colisão com linhas aéreas de Alta Tensão
> Parques eólicos (colisão com as pás dos aerogeradores)

> Elaboração/implementação de planos de gestão para as Zonas de Protecção Especial (ZPE’s) em que a espécie ocorre.
> Implementação de planos zonais para as suas áreas de ocorrência
> Campanhas de sensibilização das populações nas zonas onde ocorre (e.g. agricultores)
> Monitorização da população invernante no nosso país

Ligações Externas

Livro Vermelho dos Vertrebados de Portugal (2005)
Disponível no portal do ICNF

Plano Sectorial da Rede Natura 2000 - Fichas de caracterização ecológica e de gestão das espécies de Aves.
Disponível no portal do ICNF

Portal "Aves de Portugal"
Onde observar:

Autor: MVBIO